Com a Marisa Matias, para Semear o Futuro!

As Presidenciais serão as primeiras eleições nacionais após a eclosão da Pandemia. Ainda que tenham um vencedor mais que provável, serão determinantes. As escolhas e os resultados da esquerda serão definidoras para a luta política no chamado “novo normal”.

O desemprego aumenta de forma galopante e em Janeiro será brutal. A queda do PIB será igualmente monumental. As desigualdades e a pobreza crescem em plena segunda vaga da Pandemia. Novas e velhas tensões sociais vêm cada vez mais ao de cima.

O Governo deixa correr a pandemia e aborda a crise com base no novo receituário de Bruxelas, expresso no plano “Costa e Silva”. Tratam-se de grandes investimentos que não chegarão a quem trabalha. O choque do desemprego servirá para impor condições de trabalho e de vida, mais precárias, assentes na uberização do trabalho – a que chamam “transição digital”. Contra o vírus do desemprego não há medidas à vista. Vidas mais pobres, precárias e doentes, será o resultado da (in)acção do Governo. Para estas eleições, Marcelo Rebelo de Sousa já tem o apoio de António Costa, pois partilham desta receita face à crise.

O risco do desalento grassar entre quem trabalha é real. O neo-fascista André Ventura quer fazer da crise um terreno para o ódio, ao serviço dos poderosos. Nas eleições presidenciais, testará a força desse projeto. Em 2021, não é impossível que a direita se procure unir para tentar ser Governo. E se o Marcelo do primeiro mandato esteve ao lado de Costa, no segundo mandato, Marcelo terá menos pudor em auxiliar a direita. É isto que está em jogo. É demasiado arriscado deixar as eleições presidenciais serem decididas entre a velha direita de Marcelo e o neo-fascismo de Ventura. Por isso é tão grave o erro de Costa ao curvar-se perante Marcelo. À esquerda não pode haver omissões. Encaramos o reforço da esquerda como uma obrigação, para preparar as lutas que se seguem. Por isso apoiamos Marisa Matias nestas eleições.

Reforçar a Esquerda para preparar as lutas

Marisa Matias foi em 2016 a mulher mais votada de sempre para a presidência da república. Um dos novos rostos do Bloco de Esquerda, é uma defensora do SNS, dos refugiados, e das mulheres. Apresentou a sua candidatura ao lado de trabalhadoras da limpeza, da saúde, da recolha do lixo, da cultura e da indústria. A sua, é a candidatura da classe trabalhadora em que dará voz às lutas anti-racistas, feministas, LGBTI+ e pelo Clima.

Todas as candidaturas à esquerda são importantes. Para que seja a esquerda a marcar os rumos da vida política, será vital uma convergência ampla da esquerda, dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Para preparar esse caminho, que não acaba em janeiro, é útil uma candidatura que fale para lá dos quadrantes partidários, para todo o povo de esquerda. Ao mesmo tempo, a unidade que é precisa não pode confundir-se com o centrão que o próprio PS representa. Chegar a todos os que querem travar a direita, sem abdicar de um programa marcadamente à esquerda – é aquilo a que se propõe a candidatura da Marisa. Porque além de um bom resultado, é preciso construir uma alternativa de esquerda no confronto com as direitas. Uma alternativa que se bata pelo que a direita não quer e o PS não faz: obrigar o Capital a pagar pela crise. Consideramos que a candidatura da Marisa é a que melhor pode construir esse caminho. Poderá ser um ponto de partida para uma mobilização unitária à esquerda: dos trabalhadores e do povo, anti-racista e anti-fascista, LGBTI+ e ecossocialista. Para que o “novo normal” não seja de desespero e desemprego.

Vamos à luta!

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