O resultado da Era Merkel e as eleições alemãs de 2021

Artigo de Victor C.F. publicado originalmente no site Esquerda Online.

No dia 26 de setembro, ocorreram as eleições para o parlamento alemão. Depois de 16 anos de governo ininterrupto – sendo reeleita desde 2005, quando assumiu pela primeira vez – a chanceler Angela Merkel (CDU) não concorreu à reeleição, o que significa uma mudança na direção política de uma das maiores potências imperialistas do mundo e centro do capitalismo europeu (a Alemanha é o país mais rico do continente)1.

Durante seus 16 anos de governo, Angela Merkel – que, dos atuais líderes dos principais países imperialistas que compõem o G8, esteve no cargo por mais tempo consecutivo, inclusive formalmente mais que Putin, presidente da Rússia– passou por momentos de maiores e menores aprovações3, com estes últimos ocorrendo durante a crise econômica de 2008 e os anos de instabilidade que se seguiram; durante a crise de refugiados, causada principalmente pela guerra da Síria, com auge nos anos de 2015 e 2016; e após a explosão da mobilização pelo clima, no fim de 2018 e, principalmente, começo de 2019, com as greves estudantis pelo clima, protagonizadas principalmente pelas parcelas mais jovens dos estudantes, que levaram milhões às ruas em mais de 150 países, principalmente nos países chamados desenvolvidos (EUA, países europeus, Austrália)4,5.

Contudo, mesmo com estes momentos de reprovação, Merkel nunca chegou a índices de reprovação menores que 50%3. Ela chega ao final de seu mandato, com uma aprovação de 80%6, fato que se deve à política adotada pela Alemanha para combater a pandemia do coronavírus: Angela Merkel sempre se posicionou a favor de medidas rígidas para combater a pandemia7, embora os estados federais (Bundesländer) tenham maior poder decisório sobre as medidas de restrição – o que contribuiu para uma menor rigidez, e consequente menor eficácia, das medidas de restrição na segunda onda que atingiu o país no final do ano passado8. Ademais, a Alemanha foi um dos países que vacinou sua população com maior rapidez9, política que foi adotada como nos demais países imperialistas, os quais se lançaram na corrida por vacinas para reaquecer suas economias internas e se refortalecerem para as disputas imperialistas.10

Com relação aos índices econômicos após 16 anos de Angela Merkel, o PIB per capita alemão aumentou; a inflação, embora com altos e baixos, também cresceu desde o início de seu governo; a desigualdade econômica, também com altos e baixos, aumentou (dados até 2018), assim como a pobreza, embora esta venha apresentando uma tendência de queda nos últimos anos; já o desemprego foi reduzido expressivamente, para menos da metade do que era em 2005. 3,11,12

Além disso, Angela Merkel promoveu uma redução do papel do estado em várias questões, como a privatização de hospitais e a perda de 1 milhão de habitações sociais. Com relação à política externa, o número de soldados alemães no exterior diminuiu e as exportações para a China cresceram expressivamente. Ademais, outros fatores que cabem ser ressaltados são: a redução do número de usinas nucleares, a legalização da adoção de crianças por casais homossexuais e do casamento entre estes casais, além do fato de que, embora enquanto União Europeia, dirigida principalmente por França e Alemanha, a entrada de imigrantes na Europa como um todo fora dificultada, com o fechamento de fronteiras na Hungria e Grécia, justamente para impedir que os imigrantes chegassem aos países mais ricos do continente, semelhante ao que vem sendo feito agora devido à migração intensificada pela retirada das tropas estadunidense do Afeganistão, a Alemanha foi obrigada a acolher muitos dos imigrantes – foi o país que mais acolheu imigrantes em toda a Europa –, o que foi de certa forma capitalizado politicamente por Merkel.3,11,12

Em suma, podemos ver que Merkel conseguiu, na maior parte do tempo em aliança com o partido socialdemocrata alemão (SPD), manter um governo bastante estável que, em geral, atendeu aos interesses da burguesia imperialista alemã, mesmo com as crises que estouraram, não só ao manter a Alemanha, embora ofuscada pela disputa entre EUA e China, como um dos países centrais no cenário geopolítico e de competição imperialista mundial, por exemplo na busca por aumentar sua influência na África, como também ao atender a seus interesses internos de aumento de privatizações e exploração dos trabalhadores alemães.

Findada as eleições alemãs, o que os resultados eleitorais constatam é que, apesar da grande aprovação que Merkel possui no final do seu governo, não houve uma transferência direta desse apoio à legenda na qual seu partido disputou as eleições, em uma aliança entre CDU (União Democrática Cristã) e CSU (União Social Cristã), este último partido irmão do CDU presente somente na Bavária, a qual é conhecida como União. Além de haver certa separação entre a figura individual de Angela Merkel e a sua legenda eleitoral, o candidato, escolhido após intensas disputas internas – a própria Merkel tinha preferência pela ministra da Defesa de seu governo, Annegret Kramp-Karrenbauer – que concorreu pela União, Armin Laschet, ex-primeiro-ministro do Estado, representa a ala mais conservadora e à direita do partido. A mídia burguesa internacional credita a escolha de Laschet como candidato, a derrota eleitoral do CDU/Merkel.

E o que fica nítido com a vitória eleitoral, com 25,7% dos votos (crescimento de 5,2% em relação às últimas eleições em 2017), de Olaf Scholz, candidato do centenário partido socialdemocrata alemão (SPD), ex-ministro das Finanças e ex-vice-chanceler dos últimos 4 anos do governo de Merkel, e com um significativo crescimento do partido verde (Bündnis 90/die Grünen), representado pela candidata Annalena Baerbock, que recebeu 14,8% dos votos (houve um crescimento de 5,8% em comparação com as últimas eleições), é que houve uma parcela do eleitorado alemão que pendeu mais “à esquerda”, resultando no pior cenário eleitoral da história da CDU/CSU, que obteve 24,1% dos votos, com queda de 8,9%, quando comparado com as eleições de 2017. 13,14

Esse certo deslocamento “à esquerda” pode ser atribuído à crise econômica e sanitária, que irrompeu com o advento da pandemia, e seus impactos, o que forçou o governo alemão, com destaque para Scholz enquanto ministro das finanças, a socorrer não só as grandes empresas e seus lucros, como a Lufthansa15, mas também os trabalhadores e pequenos burgueses, e como esperado, a quantidade de dinheiro destinada ao mercado e às grandes empresas foi insuficiente para atender a todos os interesses 16,17; aos impactos das grandes mobilizações pelo clima, que fizeram das mudanças climáticas um dos principais temas de debate durante a campanha eleitoral, o que fortaleceu o partido verde, além do fato de recentemente a região noroeste da Alemanha ter sido atingida por chuvas fortíssimas e enchentes avassaladoras18; e, com menor impacto mas não menos importante, ao aumento do número de greves na Alemanha nos últimos anos.19, 20, 21

Porém, só isto não é capaz de explicar o resultado eleitoral. Afinal, o partido Die Linke (A Esquerda) – fundado em 2007 por setores do antigo partido que governava a Alemanha oriental e por um setor da esquerda do SPD, que rompera com este partido em 2004, e que possui diversas correntes internas, muitas delas reivindicando um programa revolucionário da classe trabalhadora22, sofreu uma redução do número de votos de 4,3% em comparação com as eleições passadas, ficando com um total de 4,9%, a menor votação da sua história14. Este resultado quase impediu o partido de compor o parlamento com o número de deputados que lhe caberia, de acordo com a porcentagem de votos que recebeu, pois existe uma cláusula de barreira na Alemanha, a qual exige que os partidos tenham ou 5% dos votos totais (obtidos no segundo voto) ou ganhem a eleição nominal de deputados em, no mínimo, 3 distritos (obtidos de acordo com o primeiro voto),23 para que possam levar todos os deputados a que tem direito para o parlamento – Die Linke, nesta eleição, elegeu 3 deputados com o primeiro voto, ultrapassando a cláusula de barreira no limite.

Aqui cabe uma pequena explicação, nas eleições para o parlamento alemão, os eleitores realizam dois votos. O primeiro é o que define o candidato, filiado a um determinado partido, que representará cada um dos 299 distritos existentes na Alemanha, com aproximadamente 250 mil eleitores cada. O segundo voto, no qual o eleitor vota no partido como um todo, isto é, vota em seu programa, é o voto que determina a porcentagem de deputados que cada partido terá em relação ao total de deputados. O parlamento é então composto pelos 299 deputados distritais, mais os deputados de cada partido que são incluídos a mais, de acordo com uma ordem estabelecida na cédula de votação, para que se façam valer as proporções obtidas, no segundo voto, por cada partido que superou a cláusula de barreira. Assim, caso um partido tenha elegido mais deputados distritais do que o que de fato corresponde à sua porcentagem, todos os demais partidos ganharão mais parlamentares, para que a proporção entre os partidos determinada no segundo voto seja respeitada.24 E é exatamente por isso que o parlamento alemão, resultante da eleição de domingo, terá 735 deputados, o maior número da história.14, 25

Dito isto, parte da vitória eleitoral de Scholz, que representa o setor mais à direita do partido socialdemocrata, também se deve ao fato de ele representar, muito mais que Laschet, uma continuidade real do governo de Merkel. Inclusive, além de ter sido vice-chanceler e ministro das finanças do governo de Merkel, desempenhando um papel central no pacote econômico feito pelo governo durante a pandemia, como já abordado, parte do discurso da campanha eleitoral do candidato do SPD teve o objetivo de apresentá-lo como o sucessor real de Merkel.12 Portanto, somado aos erros de campanha cometidos por Laschet, são estes fatores, junto com os descritos nos parágrafos acima, que resultaram no crescimento do SPD e do Partido Verde, e na redução de votos nos demais partidos, principalmente CDU/CSU.

Cabe destacar ainda que, nos marcos do crescimento da extrema direita em todo o mundo, o partido neonazista alemão AFD (Alternativa para Alemanha), que vinha crescendo e se fortalecendo nos últimos anos, teve uma redução de 2,3% de votos com relação às eleições de 2017, totalizando 10,3%, com maior peso nas regiões sul da antiga Alemanha oriental, o que demonstra que o neofascismo ainda é uma preocupação na Alemanha e no mundo. Dentre os partidos que perderam voto, este foi o que menos sofreu perdas, demonstrando certa manutenção de seu peso político. Ademais, o partido neoliberal FDP (Partido Democrático Liberal) obteve 11,5% dos votos, registrando um crescimento de 0,8%, quando comparado às últimas eleições parlamentares.14

Partidos vencedores em cada distrito eleitoral no primeiro voto.
Fonte: Referência 14

Partidos vencedores em cada distrito eleitoral no segundo voto.
Fonte: Referência 14

Porcentagem de votos e crescimento obtidos pelas principais legendas na eleição de domingo.
Fonte: Referência 14.

Número de deputados e composição geral do parlamento alemão.
Fonte: Referência 23.

Nesta eleição, a mais pulverizada da história da Alemanha, na qual 76,6%14 dos 60,4 milhões24 de alemães votantes compareceram às urnas, ou votaram por correio, nenhum dos partidos conseguiu obter maioria no parlamento, o que exigirá que coalizões entre partidos sejam formadas para que o novo governo seja estabelecido. Nos últimos 8 anos, a coalização governante se deu entre CDU/CSU e SPD.3

Antes da eleição, muito se falou sobre uma possível coalizão de esquerda para o próximo governo alemão, composta por SPD, Die Grünen e Die Linke, o que assustou a burguesia e a direita alemã.2, 23,26 Contudo, esta coalizão não é mais possível porque o número de deputados que ela possui não supera o número necessário para obter maioria.

Várias especulações têm sido feitas sobre a possível coalizão que garantirá maioria, sendo que uma das mais comentadas seria composta por: SPD, partido verde e FDP, o partido neoliberal, e é denominada coalizão semáforo, assim chamada por causa das cores que representam cada sigla. Contudo, devido ao próprio programa dos partidos, vê-se que haveria contradições em diversas questões, o que, além de poder obrigar partidos a renunciarem a seu programa em prol da governabilidade, pode causar uma grande instabilidade política, expondo as contradições existentes a muito tempo da democracia burguesa alemã, após um período de relativa estabilidade política durante os governos de Merkel. O mesmo vale para uma possível coalizão entre CDU/CSU, o partido verde e FDP, denominada coalizão Jamaica.27

Assim, com a questão da necessidade de coalizão, mesmo que Scholz, do SPD, tenha recebido mais votos, Laschet ainda pode ser capaz de articular uma coalizão que mantenha o partido CDU/CSU no governo, seja como protagonista ou com um papel secundário. Ou seja, o caráter do próximo governo alemão ainda não está completamente consolidado e uma corrida para a formação da coalizão governante se iniciou com a saída dos resultados oficiais. Enquanto o novo governo não se define, Angela Merkel seguirá como chanceler da Alemanha.

De qualquer forma, caso Scholz se confirme como liderança do governo, constituindo-o com um programa voltado a uma maior conciliação de classe e aumento do papel do Estado em garantir certos serviços e direitos públicos mínimos28, com graus que podem variar de acordo com a coalizão que será formada, o fato de Scholz ter sido ministro da Economia de Merkel e os últimos anos de governo terem contado com a aliança entre CDU/CSU e SPD, indicam uma tendência de que a política alemã para as questões econômicas internas e para o acirramento das disputas imperialistas internacionais, provocadas principalmente pela disputa hegemônica entre EUA e China, muito provavelmente sofra mudanças superficiais, mantendo, em linhas gerais, as mesmas tendências do que foram os governos de Angela Merkel. Caso Laschet consiga formar uma coalizão e dirigir o governo alemão, este também será, muito provavelmente, embora com um caráter mais conservador e mais propenso a reformas neoliberais, com grau também dependente da coalizão formada, uma continuidade do governo de Merkel nos seus aspectos gerais. Em suma, a política defendida majoritariamente pela burguesia alemã, tanto nacional, quanto internacionalmente, seguirá vigente.

Como já mencionado, cabe destacar que o debate sobre o clima e as mudanças climáticas foi um dos principais debates presentes nas eleições. Isto não só demonstra a força das mobilizações pelo clima que vem sendo feitas desde sua explosão em 2018, impactando a política de governos de diversos países (França, EUA etc.), não só na Alemanha, como aponta um dos temas centrais em que a esquerda revolucionária alemã deve se basear para disputar a consciência da classe trabalhadora alemã, disputando o próprio conteúdo e objetivos das mobilizações pelo clima, desmascarando as ideias do capitalismo de crescimento (desenvolvimento) verdes, ao expor como as contradições do capitalismo são incompatíveis com a manutenção de uma relação não destrutiva e predatória com a natureza e como isto está intimamente ligado com a superexploração do trabalho.

E é associando este debate climático à denúncia veemente contra o acirramento das disputas imperialistas, à luta contra a retirada de direitos conquistados outrora pela luta dos trabalhadores das gerações anteriores, à luta pelo acolhimento dos imigrantes, garantindo os mesmos direitos que os demais alemães possuem, à luta contra a extrema direita e os programas neoliberais, ao mesmo tempo em que se façam exigências e denúncias à SPD e ao Partido Verde (Die Grünen), que a esquerda revolucionária alemã poderá se reconectar com amplas massas trabalhadoras e retomar a histórica força e tradição de mobilização da classe trabalhadora alemã, rumo à revolução socialista internacional da classe trabalhadora.

Referências

(Todas acessadas pela última vez no dia 28.09.2021, por volta das 23:57, horário de Brasília):
1 – https://br.financas.yahoo.com/noticias/os-5-paises-mais-ricos-do-mundo-em-2021-de-acordo-com-o-pib-080031928.html
2 – https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-voce-precisa-saber-sobre-eleicao-que-define-futuro-da-alemanha-sem-merkel/
3 – https://interaktiv.waz.de/angela-merkel-in-zahlen-bundestagswahl-2021/
4 – https://esquerdaonline.com.br/2019/03/20/greve-climatica-estudantil-irrompe-um-movimento-de-massas-pela-justica-climatica/
5 – https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/20/manifestantes-protestam-em-greve-global-pelo-clima-nesta-sexta.ghtml
6 – https://de.statista.com/statistik/daten/studie/675140/umfrage/bewertung-der-arbeit-von-angela-merkel-als-bundeskanzlerin/
7 – https://www.waz.de/politik/die-corona-pandemie-hat-angela-merkel-staerker-gemacht-id231106032.html
8 – https://www.dw.com/pt-br/alemanha-deixa-de-ser-refer%C3%AAncia-no-combate-%C3%A0-covid-19/a-55858355
9 – https://www.cnnbrasil.com.br/saude/painel-da-vacina-brasil-esta-em-62o-no-ranking-global-e-e-4o-no-total-de-doses/
10 – https://super.abril.com.br/sociedade/paises-ricos-saem-na-frente-na-corrida-pela-vacina-e-reservam-maioria-das-doses/
11 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/09/veja-como-foram-os-16-anos-de-merkel-em-10-indicadores.shtml
12 – https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,eleicoes-acirradas-encerram-os-16-anos-da-era-merkel-na-alemanha,70003850602
13 – https://veja.abril.com.br/mundo/sociais-democratas-vencem-eleicao-na-alemanha-por-pequena-margem/
14 – https://www.sueddeutsche.de/politik/bundestagswahl-2021-wahlergebnis-1.5419276
15 – https://www.dw.com/pt-br/lufthansa-e-governo-alem%C3%A3o-acertam-pacote-de-resgate-de-9-bilh%C3%B5es-de-euros/a-53565557
16 – https://www.istoedinheiro.com.br/parlamento-da-alemanha-aprova-pacote-de-resgate-de-11-trilhao-de-euros-para-coronavirus/
17 – https://www.dw.com/pt-br/como-a-alemanha-est%C3%A1-enfrentando-o-impacto-econ%C3%B4mico-da-pandemia/a-52893429
18 – https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/enchentes-na-alemanha-mais-de-150-vitimas-podem-nao-ser-encontradas/
19 – https://www.destatis.de/DE/Themen/Arbeit/Arbeitsmarkt/Qualitaet-Arbeit/Dimension-5/ausfalltage-streiks-aussperrungenl.html
20 – https://www.dgb.de/uber-uns/bewegte-zeiten/geschichte-des-dgb/gewerkschaftsgeschichte-in-zahlen/++co++41f779fa-a7ab-11e9-9f88-52540088cada
21 – https://de.statista.com/statistik/daten/studie/221563/umfrage/arbeitskaempfe-streikende-ausgefallene-arbeitstage/
22 – https://de.wikipedia.org/wiki/Die_Linke#Str%C3%B6mungen_und_Fl%C3%BCgel
23 – https://www.dw.com/pt-br/elei%C3%A7%C3%A3o-alem%C3%A3-deixa-sucess%C3%A3o-de-merkel-em-aberto/a-59312008
24 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/09/entenda-como-e-a-eleicao-na-alemanha-e-quais-sao-as-propostas-dos-3-favoritos.shtml
25 – https://www.sueddeutsche.de/politik/bundestag-wahlrecht-sitze-1.5423093?reduced=true
26 – https://www.faz.net/aktuell/wirtschaft/bundestagswahl-oekonomen-zu-moeglichen-koalitionen-befragt-17546619.html
27 – https://www.waz.de/politik/bundestagswahl-koalition-ampel-jamaika-groko-id233413483.html
28 – https://www.youtube.com/watch?v=3vg-VV2YeHQ ; https://www.youtube.com/watch?v=sbwv1GHsXJ8 ; https://www.youtube.com/watch?v=X9O73yTDgfA ; https://www.youtube.com/watch?v=fZFfCUY27-E
 

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