Três razões para quem é de Esquerda votar Marisa Matias

O futuro não está fácil. No dia 24 de janeiro haverá uma eleição determinante para a Presidência da República. Não o será tanto pela definição de quem vence a eleição. Mas sim porque irá assinalar quem parte com mais força para as lutas de um ano de crise social, económica e pandémica. Dia 24 sairão reforçadas as forças que querem apresentar a fatura da crise aos ricos e poderosos ou, pelo contrário, as que querem que sejam os trabalhadores e o povo a pagar a crise. Por isso dia 24 votamos: sem medo! Votamos em quem combate o fascismo e a direita dita moderada que lhe quer abrir portas; em quem pode trazer a luta feminista, pelo clima e antirracista para o centro do debate; votamos em quem não falha às lutas das precárias, da habitação e está na linha da frente pelo SNS. Dia 24 votamos na Marisa Matias.

1. Votar contra o regresso da direita e o fascismo

Há quem se lamente por o Chega estar no centro do debate eleitoral. À esquerda e à direita há quem pense que ignorá-lo é a melhor resposta e que basta defender o emprego e atacar a corrupção para que ele desapareça. Estão enganados: essa opção foi a que foi tentada até ao momento, com os resultados conhecidos. A irrupção de um movimento fascista com milhares de votos é, evidentemente, um tema central e tem de ser respondido. O Chega é fascista, promove o ódio racial e misógino, é apoiado por grupos racistas violentos, alguns infiltrados nas polícias, e é financiado por forças capitalistas obscuras. Num cenário de previsíveis crises políticas, a direita tentará voltar ao poder repetindo a aliança com o Chega que fez nos Açores. “Embora eu não esteja na cabeça de Marcelo, imagino que ele possa ver no Chega uma possibilidade de o PSD voltar ao poder.” lembrou bem Marisa Matias. A abstenção, a neutralidade ou o medo não servirão para travar este perigo. Só uma esquerda que não ignore a luta antifascista e antirracista pode impedir Marcelo e a direita de abrir a porta do poder ao fascismo. Marisa Matias representa essa esquerda.

2. A luta antirracista é definidora

A iniquidade capitalista tem muitas caras: a predação das vidas e do planeta é a forma como alimenta o lucro dos de sempre. Unir os explorados e oprimidos é a única forma de organizar um levante que mude a sociedade. A força propulsora dessa união está nas mais exploradas e oprimidas. Por isso a luta antirracista e feminista é central na defesa de quem trabalha. A vaga de lutas antirracistas de 2020 mostra-nos de onde vem hoje o potencial para combater o sistema. Não por acaso, a maior manifestação que o país viu no ano passado foi a onda antirracista a 6 de junho. Enfrentar as raízes coloniais que persistem na nossa sociedade, o anticiganismo sistémico, a violência policial racista e defender os direitos dos imigrantes não é secundário. Não é uma bandeira que se agita para lembrar que “também” se apoia estas lutas. Não se defende os mais explorados no mundo do trabalho sem a coragem de levantar estes temas. “Defender a Constituição” com um discurso “patriótico” que esquece o antirracismo fica aquém. O fascismo faz do ódio a sua agenda central. Na barricada oposta, temos de dar o mesmo peso à luta contra o racismo. Até hoje, a esquerda, não o fez, não só no discurso público mas também na luta de rua ou nas políticas autárquicas. É a candidatura da Marisa Matias a que mais se abre a essa mudança: dar força à luta das trabalhadoras e trabalhadores racializados para unir os 99%, na luta contra a exploração das nossas vidas e do  planeta!

3. Convergir 100% à esquerda

Há quem diga que deveria ter havido uma candidatura única à esquerda. Há quem argumente que mais candidaturas mobilizam mais votos. A verdade é que se apresentaram várias candidaturas neste campo e nenhuma deve ter a arrogância de falar pela convergência das esquerdas – menos ainda exigir que outros desistam a seu favor. Se a unidade é necessária, ela não pode ser feita sem políticas 100% à esquerda – e quem se propunha a ser a candidata de Costa não pode querer agora ser a candidata das esquerdas. Marisa Matias é a voz de uma esquerda que, sem deixar de ser radical, faz pontes. Mas também de uma esquerda que teve a coragem de se opor ao Orçamento do PS porque este não assegurava saúde, emprego, salários ou habitação. Só o reforço desta esquerda hoje vai ajudar a convergências de esquerda para a luta por direitos no difícil 2021 que nos aguarda.

Pela igualdade, pelo SNS, pelo emprego,
pela habitação, pelo Planeta: leva a máscara
e o batom e vota Marisa pelo #vermelhoemBelem!

One thought on “Três razões para quem é de Esquerda votar Marisa Matias

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s