EL D10S – Maradona em 10 imagens

Não o vi jogar no seu auge infelizmente (as primeiras imagens que me recordo dele ainda como o “maior”, tinha eu 10 anos, foi no Mundial 90 em Itália, onde a sua Argentina, por si capitaneada perdeu na final frente à Alemanha nos penaltis, a quem tinha 4 anos antes vencido no México/86). E após essa final perdida em 90, pode-se dizer que terá sido o começo do seu declinio, muito por culpa da dependência da “maldita” cocaína.

Podem dizer o que quiserem dele, que era “drogado”, que “teve ligações à Mafia napolitana”, que “era batoteiro e marcou um golo com a mão”. Pelo menos duas delas são verdade (e nunca Dieguito negou a sua dependência ou a “mão de deus”). E muitas outras “controvérsias” também serão.

Para mim e milhões de amantes do futebol pelo mundo afora, será sempre o D10S, que liderou a Argentina rumo à glória, nos juniores e nos seniores, que ainda adolescente reinou no Boca, que marcou uma era no Nápoles, que marcou o melhor golo de sempre em Mundiais até hoje. O D10S que respirava futebol de “rua” que jogava com a mesma autenticidade dentro do campo com que falava em público, ria em público, chorava em público, abraçava e beijava companheiros e adversários. Maradona foi sem exagero, o último expoente onde o “melhor” futebolista não era simplesmente o que “marca mais golos”, é o mais “atlético” ou aquele “que corre mais”.

Maradona era exactamente o contrário disso, era o baixinho, o “gordito”, que driblava equipas inteiras com o seu pé esquerdo, entrava com a bola dentro da baliza e parecia tudo um bailado dentro de campo. Tudo isso era-lhe tão natural como respirar e a bola que se colava aquele pé esquerdo mágico era uma extensão, era mais um membro do seu corpo.
Maradona era o “rebelde” não sem causa, mas de muitas causas, desde o combate à corrupção nas mais altas esferas de influência da FIFA, dos direitos de organização associativa dos jogadores de futebol a nível internacional, pelas suas posições politicas que nunca escondeu (e ainda bem). Além do D10S, com “fraquezas” e “imperfeições” tão humanas, que o fizeram sempre um de “nós” até ao fim (e ainda bem). Mas fiquemos com as suas palavras, além das imagens deste imortal –  “Sou de esquerda no sentido de que sou (…) pelo progresso do meu país, pela melhoria da vida dos pobres, para que todos tenhamos paz e liberdade”. […] “Não podemos ser comprados, somos canhotos com os pés, somos canhotos com as mãos, e somos canhotos com a mente. Isso tem que ser conhecido pelo povo, que falamos a verdade, que nós queremos igualdade, e que não queremos a bandeira ianque plantada em nós.”

“ai si yo fuera Maradona”

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